segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A nova descoberta que define Macenda


Escrevendo os textos que definem o que é Macenda e qual é a estética utilizada para os projetos, nos deparamos com definições muito pobres, que ocupavam espaço demais para explicar o que queríamos dizer, - espaço muito precioso - e por mais que os esforços e cuidados fossem muitos, sempre acabava soando vago demais, amador demais. Nós sempre soubemos o que queremos, mas como tirar isso de nós e passar para as outras pessoas e mostrar que sabemos do que estamos falando?

Foi então que o Arthur me falou sobre uma nova estética que vem sendo estudada e formulada, apesar de já existir a alguns anos. O Realismo Fantástico! E como produtora dessa companhia, gostaria e dividir com vocês a definição da estética de Macenda.



Realismo Fantástico
Ou Realismo Mágico ou Realismo Maravilhoso
O realismo mágico se desenvolveu fortemente nas décadas de 1960 e 1970, como produto de duas visões que conviviam na América hispânica e também no Brasil: a cultura da tecnologia e a cultura da superstição. Surgiu também como forma de reação, através da palavra, contra os regimes ditatoriais deste período.
Deu origem a diversos romances e contos e as principais características que o estilo emprega são aspectos e fatos mágicos surreais vistos pelos personagens como algo normal e convencional que faz parte do mundo; presença de intuição e previsões pelos personagens como se isso fizesse parte dos sentidos humanos normais; elementos mágicos que aparecem em meio à história e não tem necessariamente uma explicação plausível; noção de tempo distorcida o presente pode e repetir inúmeras vezes; estética que mistura a fantasia com e real; o cotidiano com elementos fantásticos que no contexto fazem parte da história.
Este conceito pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse em mostrar o irreal ou estranho como algo cotidiano e comum. Não é uma expressão literária mágica: sua finalidade é a de melhor expressar as emoções a partir de, sobretudo, uma atitude específica frente à realidade. Uma das obras mais representativas deste estilo é “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez.
No Brasil, destacam-se os nomes de Murilo Rubião e José J. Veiga.

Os seguintes aspectos estão presentes em muitos romances e contos do realismo mágico, mas não necessariamente estão todos presentes em todas as obras desta escola. Do mesmo modo, obras pertencentes a outras escolas podem apresentar algumas características dentre aquelas aqui listadas:
·       Conteúdo de elementos mágicos ou fantásticos percebidos como parte da "normalidade" pelos personagens;
·       Elementos mágicos algumas vezes intuitivos, mas nunca explicados;
·       Presença do sensorial como parte da percepção da realidade;
·       O tempo é percebido como cíclico, como não linear, seguindo tradições dissociadas da racionalidade moderna;
·       O tempo é distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado;
·       Transformação do comum e do cotidiano em uma vivência que inclui experiências sobrenaturais ou fantásticas;
·       Preocupação estilística, partícipe de uma visão estética da vida que não exclui a experiência do real.

Espaço

·       Mínimo e vital;
·       Dinamiza e ativa o conteúdo das ações;
·       Atmosfera interiorizada—sempre hoje;
·       Também possibilita observar as figuras gramaticais dessa época.

Personagens

·      Os personagens presentes nas obras desta corrente podem ter viagens, mas não de tipo físico – eles alternam de espaço e tempo entre seus estados de vigília e de sonho.

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