Escrevendo os textos que definem o que é Macenda e qual é a estética utilizada para os projetos, nos deparamos com definições muito pobres, que ocupavam espaço demais para explicar o que queríamos dizer, - espaço muito precioso - e por mais que os esforços e cuidados fossem muitos, sempre acabava soando vago demais, amador demais. Nós sempre soubemos o que queremos, mas como tirar isso de nós e passar para as outras pessoas e mostrar que sabemos do que estamos falando?
Foi então que o Arthur me falou sobre uma nova estética que vem sendo estudada e formulada, apesar de já existir a alguns anos. O Realismo Fantástico! E como produtora dessa companhia, gostaria e dividir com vocês a definição da estética de Macenda.
Realismo
Fantástico
Ou
Realismo Mágico ou Realismo Maravilhoso
O realismo mágico se desenvolveu fortemente nas
décadas de 1960 e 1970,
como produto de duas visões que conviviam na América
hispânica e também no Brasil: a
cultura da tecnologia e a cultura da superstição. Surgiu também como forma de
reação, através da palavra, contra os regimes
ditatoriais deste período.
Deu origem a diversos romances e contos e as
principais características que o estilo emprega são aspectos e fatos mágicos surreais vistos pelos
personagens como algo normal e convencional que faz parte do mundo; presença de
intuição e previsões pelos personagens como se isso fizesse parte dos sentidos
humanos normais; elementos mágicos que aparecem em meio à história e não tem
necessariamente uma explicação plausível; noção de tempo distorcida o presente
pode e repetir inúmeras vezes; estética que mistura a fantasia com e real; o
cotidiano com elementos fantásticos que no contexto fazem parte da história.
Este conceito pode ser definido como a preocupação estilística e o interesse em mostrar o irreal ou
estranho como algo cotidiano e comum. Não é uma expressão literária mágica: sua
finalidade é a de melhor expressar as emoções a partir de, sobretudo, uma
atitude específica frente à realidade. Uma das obras mais representativas deste
estilo é “Cem anos de solidão”, de Gabriel García Márquez.
No Brasil,
destacam-se os nomes de Murilo
Rubião e José J. Veiga.
Os
seguintes aspectos estão presentes em muitos romances e contos do realismo
mágico, mas não necessariamente estão todos presentes em todas as obras desta
escola. Do mesmo modo, obras pertencentes a outras escolas podem apresentar
algumas características dentre aquelas aqui listadas:
· Conteúdo
de elementos mágicos ou fantásticos percebidos como parte da
"normalidade" pelos personagens;
· Elementos
mágicos algumas vezes intuitivos, mas nunca explicados;
· Presença
do sensorial como parte da percepção da realidade;
· O
tempo é percebido como cíclico, como não linear, seguindo tradições dissociadas
da racionalidade moderna;
· O
tempo é distorcido, para que o presente se repita ou se pareça com o passado;
· Transformação
do comum e do cotidiano em uma vivência que inclui experiências sobrenaturais
ou fantásticas;
· Preocupação
estilística, partícipe de uma visão estética da vida que não exclui a
experiência do real.
Espaço
· Mínimo
e vital;
· Dinamiza
e ativa o conteúdo das ações;
· Atmosfera
interiorizada—sempre hoje;
· Também
possibilita observar as figuras gramaticais dessa época.
Personagens
· Os
personagens presentes nas obras desta corrente podem ter viagens, mas não de
tipo físico – eles alternam de espaço e tempo entre seus estados de vigília e
de sonho.
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