sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Nossa fé deu nó


Quando pensamos muito em uma história é normal que ela dê voltas, mude de rumo. No caso de Macenda isso tem acontecido a toda hora. As coisas mudam a cada dia, diria a cada instante. Acho que isso é algo natural, assim podemos testar a força de algumas ideias. Neste momento, elas podem tanto morrer como sobreviver aos testes, provando que são fortes o bastante, que harmonizam com os outros conceitos.

Macenda está se mostrando um gigantesco quebra-cabeça, em que a dificuldade está em encaixar cada peça sem bagunçar as outras; o que freqüentemente acontece. Às vezes, uma simples ideia acaba mudando um conceito que antes parecia imutável, definitivo. Acho saudável não me apegar a nada neste momento, mas ao mesmo tempo um núcleo para a história se faz necessário, um tema, a ideia que pretendemos passar, algo como uma alma que será o cerne da peça.

Depois de algumas dúvidas e hesitações, chego a uma confirmação: A importância da fé em si mesmo. É disso que fala essa tal peça chamada Macenda.



quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Influências musicais


Essas são as músicas que mais têm me influenciado na hora de escrever Macenda.


terça-feira, 25 de setembro de 2012

Criando a mitologia e buscando referências


Criar um mundo conciso para Macenda está sendo uma grande empreitada. Uma mitologia própria está sendo criada. Mitologias servem mais para o autor entender como funcionar aquele mundo, que não é igual ao nosso. Inclusive em que aquelas personagens acreditam.

Escrever Macenda está sendo um aprendizado incrível. Não tenho nenhum método definitivo, nem mesmo uma ordem para escrever. Claro que há o lado negativo disso, principalmente na questão do tempo, mas há também um processo de aprendizado intenso. Tenho testado muita coisa, e tendo essa liberdade acabo descobrindo coisas que não seriam descobertas pela maneira convencional, seja ela qual for. Há vários pontos da história em que não sei qual é o melhor caminho para desenvolvê-la, mas consigo descobrir o que não dá certo e isso já é um avanço e tanto.

Comecei a escrever uma espécie de “argumento resumido”,  com a intenção de só contar os principais acontecimentos da história, mas já está enorme e tão cheio de detalhes, que acho que não posso mais usar a palavra “resumido”. O detalhe é que ainda não cheguei no início da peça. Precisei criar toda uma história anterior ao momento da peça.

Nesses últimos dias, tenho buscado incessantemente algumas referencias, por sentir certas dificuldades na criação da mitologia da peça. Estrou especialmente interessado em histórias de anjos como os filmes: “Anjos Rebeldes”, “Constantine” e “Legião”. Procuro também por histórias que tratem do lúdico, mas sem sair muito da realidade, como elementos lúdicos em um mundo mais próximo do real, que é o que penso de Macenda. Resolvi ler e assistir a adaptação cinematográfica de “Stardust”- do excelente Neil Gaiman, já que haviam me dito que tinha muito em comum com Macenda e muitos vão pensar que foi daí que surgiu a ideia para Macenda; só que não! A ideia inicial veio de uma música do Teatro Mágico, mas isso é assunto para um futuro texto. A questão é que tinha, e talvez ainda tenha uma certo receio de me influenciar, já que são premissas parecidas, mas acho que o melhor a fazer é justamente conhecer essa história, para depois não culpar o inconsciente coletivo. E querendo ou não sou mega fã do Neil Gaiman, então nada mais prazeroso do que le-lo e vê se aprendo um pouquinho como contar uma boa história.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

1 2 3 Testando


Tudo em teste. Tudo é muito difícil, mas isso não é novidade. Acho que será difícil até no final. Talvez o final seja mesmo o mais difícil, o desapego. Macenda representa algo muito maior que uma peça de teatro. Macenda é nossa fé em nós mesmos, é a luz no fim do túnel, é nossa professora, nossa aluna, nosso primeiro filho.

Cuidar da produção não é nada simples. Eu me sinto como se estivesse no meio do mar aberto: ou eu aprendo a nadar, ou morrerei de desnutrição e/ou afogada. Tudo que eu faço é por instinto, o que é estranho, pois sou movida pela razão. Extremamente perfeccionista, acho que beiro a paranoia. Acho que a produção será do começo ao fim isso: minha paranoia colocada a prova, me revelando com meus piores defeitos e melhores qualidades tão entrelaçadas que não sei quem será capaz de separá-los. Talvez não devam ser separados.

Para tudo há uma metodologia. No momento ando muito quieta e, por fora, deprimida. A verdade é que dentro de mim tudo está trabalhando para produzir a melhor ideia que meu cérebro for capaz de pensar. Quando as coisas saem de mim, elas são praticamente cuspidas depois de muito remoídas. Foi assim com o orçamento.

O nosso primeiro esqueleto de "projeto organizacional interno" está para nascer a qualquer momento. Mas parece que ainda não ruminei o bastante. Espero até o final da noite conseguir dar mais tempo ao meu cérebro e mais direito aos meus dedos e veremos no que vai dar... Qual será a nova revelação que Macenda fará?

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A volta de Macenda


Houve dois momentos em que realizei um ritual improvisado. O primeiro em cima de um imenso palco e o segundo na praia, com os pés dentro da água do mar, na noite de ano novo. Nesses cenários, em um momento só meu, longe de todos, recitei baixinho, só para mim e para o espaço, os nomes dos personagens de Macenda. Jurei para mim mesmo que eles viveriam. É chegado esse momento.
Esse começo está sendo realmente difícil. Os personagens estão ficando mais claros. Estou submetendo-os a testes rigorosos. Como comecei a pensar primeiro nos personagens, tendo apenas um "fiapo de história", agora que preciso contá-la, eles tem que provar que ainda são necessários. Estou tentando criar uma estrutura mínima, que sirva como base na hora de escrever. Talvez escrever a história de cada um dos personagens.

Neste exato momento estou tendo enormes dificuldades em escrever a "história completa de Macenda". Escrevo do ponto de vista de um personagem, o Cesar, que é uma espécie de espiríto/memória-personificada/narrador. Estou tentando escrever a história toda para depois fazer o "recorte" que será a peça. Quem sabe eu não acabo mesmo escrevendo um livro? ... Certo, a chuva, a primeira depois de muito tempo, já passou e é hora de voltar a escrever.