Criar um mundo conciso para Macenda está sendo uma grande empreitada. Uma mitologia própria está sendo criada. Mitologias servem mais para o autor entender como funcionar aquele mundo, que não é igual ao nosso. Inclusive em que aquelas personagens acreditam.
Escrever Macenda está sendo um aprendizado incrível. Não
tenho nenhum método definitivo, nem mesmo uma ordem para escrever. Claro que há
o lado negativo disso, principalmente na questão do tempo, mas há também um
processo de aprendizado intenso. Tenho testado muita coisa, e tendo essa
liberdade acabo descobrindo coisas que não seriam descobertas pela maneira convencional,
seja ela qual for. Há vários pontos da história em que não sei qual é o melhor
caminho para desenvolvê-la, mas consigo descobrir o que não dá certo e isso já
é um avanço e tanto.
Comecei a escrever uma espécie de “argumento resumido”, com a intenção de só contar os principais
acontecimentos da história, mas já está enorme e tão cheio de detalhes, que acho
que não posso mais usar a palavra “resumido”. O detalhe é que ainda não cheguei
no início da peça. Precisei criar toda uma história anterior ao momento da
peça.
Nesses últimos dias, tenho buscado incessantemente algumas
referencias, por sentir certas dificuldades na criação da mitologia da peça.
Estrou especialmente interessado em histórias de anjos como os filmes: “Anjos
Rebeldes”, “Constantine” e “Legião”. Procuro também por histórias que tratem do
lúdico, mas sem sair muito da realidade, como elementos lúdicos em um mundo
mais próximo do real, que é o que penso de Macenda. Resolvi ler e assistir a
adaptação cinematográfica de “Stardust”- do excelente Neil Gaiman, já que haviam
me dito que tinha muito em comum com Macenda e muitos vão pensar que foi daí
que surgiu a ideia para Macenda; só que não! A ideia inicial veio de uma música
do Teatro Mágico, mas isso é assunto para um futuro texto. A questão é que
tinha, e talvez ainda tenha uma certo receio de me influenciar, já que são
premissas parecidas, mas acho que o melhor a fazer é justamente conhecer essa
história, para depois não culpar o inconsciente coletivo. E querendo ou não sou
mega fã do Neil Gaiman, então nada mais prazeroso do que le-lo e vê se aprendo
um pouquinho como contar uma boa história.
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