terça-feira, 25 de setembro de 2012

Criando a mitologia e buscando referências


Criar um mundo conciso para Macenda está sendo uma grande empreitada. Uma mitologia própria está sendo criada. Mitologias servem mais para o autor entender como funcionar aquele mundo, que não é igual ao nosso. Inclusive em que aquelas personagens acreditam.

Escrever Macenda está sendo um aprendizado incrível. Não tenho nenhum método definitivo, nem mesmo uma ordem para escrever. Claro que há o lado negativo disso, principalmente na questão do tempo, mas há também um processo de aprendizado intenso. Tenho testado muita coisa, e tendo essa liberdade acabo descobrindo coisas que não seriam descobertas pela maneira convencional, seja ela qual for. Há vários pontos da história em que não sei qual é o melhor caminho para desenvolvê-la, mas consigo descobrir o que não dá certo e isso já é um avanço e tanto.

Comecei a escrever uma espécie de “argumento resumido”,  com a intenção de só contar os principais acontecimentos da história, mas já está enorme e tão cheio de detalhes, que acho que não posso mais usar a palavra “resumido”. O detalhe é que ainda não cheguei no início da peça. Precisei criar toda uma história anterior ao momento da peça.

Nesses últimos dias, tenho buscado incessantemente algumas referencias, por sentir certas dificuldades na criação da mitologia da peça. Estrou especialmente interessado em histórias de anjos como os filmes: “Anjos Rebeldes”, “Constantine” e “Legião”. Procuro também por histórias que tratem do lúdico, mas sem sair muito da realidade, como elementos lúdicos em um mundo mais próximo do real, que é o que penso de Macenda. Resolvi ler e assistir a adaptação cinematográfica de “Stardust”- do excelente Neil Gaiman, já que haviam me dito que tinha muito em comum com Macenda e muitos vão pensar que foi daí que surgiu a ideia para Macenda; só que não! A ideia inicial veio de uma música do Teatro Mágico, mas isso é assunto para um futuro texto. A questão é que tinha, e talvez ainda tenha uma certo receio de me influenciar, já que são premissas parecidas, mas acho que o melhor a fazer é justamente conhecer essa história, para depois não culpar o inconsciente coletivo. E querendo ou não sou mega fã do Neil Gaiman, então nada mais prazeroso do que le-lo e vê se aprendo um pouquinho como contar uma boa história.

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